A dona da banca!

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Bate-papo com Mônica Oliveira, fundadora da MY BOO.

O lado empreendedor de Mônica Oliveira, fundadora da MY BOO, começou muito cedo. Na escola, vendia desde chicletes a acessórios que fazia manualmente. Aos 15 anos de idade, ganhou de presente uma máquina de costura. Anos depois, já na faculdade, decidiu seguir aquilo que mais gostava e iniciou um curso de moda, com apoio de sua avó, que era costureira. Mas a trajetória dela estava apenas começando.

Mônica Oliveira, fundadora da marca de moda para pets MY BOO

Antes de criar a MY BOO, Mônica Oliveira ficou aproximadamente 8 anos atuando no mercado de moda. Trabalhou com produção de moda/stylist para celebridades, revistas e peças publicitárias. Esteve ao lado de nomes importantes do segmento, fez produção para capa de CD da cantora Anitta e até campanhas de moda em Nova York. E ai, então surgiu a vontade de ter uma marca.

Depois dessa trajetória, que foi contada, como surgiu a ideia de criar uma marca de moda para pets?

A MY BOO surgiu em homenagem ao meu cachorro "Yeshe" (da raça Shih Tzu). Ele esteve comigo em toda essa trajetória que foi contada, mas ficou doente e digo que foi "abduzido". Comecei a fazer produtos para pet por causa dele.
Tudo que eu achava de diferente comprava, mas nunca encontrava produtos que tinham a minha cara, com informação de moda, funcionalidade e qualidade. Ou era tudo muito caricato, estampado demais ou infantil. Yeshe partiu e chegaram Gaspar e Belchior para alegrar minha vida. Eles só me deram mais força ainda para continuar com a ideia de fazer a MY BOO. Aí me joguei na pesquisa de como seria a minha marca, quais produtos faria e abri um universo de coisas legais que poderia desenvolver, que não existiam principalmente no Brasil.
Contei a ideia para meu amigo/sócio "Alexandre Kiss", que também tinha as mesmas vontades. Estávamos abrindo o CAB (complexo de beleza/café/eventos e pet friendly) - então veio a ideia de ter uma loja da MY BOO nesse mesmo projeto. Depois disso, juntei todo o conhecimento de varejo, moda, criação e criamos a marca.

Quais são suas expectativas com a nova loja da marca?

Quando estava deixando de trabalhar com moda para me dedicar totalmente a MY BOO, percebi uma transformação no mercado editorial de moda, onde tudo estava ficando digital. Foi um momento difícil com editorias fechando e revistas acabando. No final de 2019, surgiu a vontade de abrir mais lojas da MY BOO, porém não queríamos quiosques em shoppings e outra loja grande de rua. Então, tive a ideia de montar a BANCA MY BOO.
Nesse espaço, junto minhas duas paixões: pet e moda. Uma loja conceitual para continuar apoiando o mercado editorial, vendendo jornais, revistas, livros de moda e lifestyle, livros e revistas do segmento pet importadas e nacionais, sempre fugindo do convencional e trazendo novidades para nossos clientes. Imagina andar no seu bairro com o pet, passar na banca e comprar um chá, jornais petiscos, roupas e a fraldinha do seu doguinho, se precisar.
Tudo tem que facilitar a nossa vida, mas não podemos deixar de ter a experiência de momentos como esse e nem deixar as bancas acabarem. Na minha opinião, esse clássico (a banca) faz o mundo mais poético. Vendas e poesia podem sim andar juntas.

Como mulher e empreendedora, qual é a maneira que você olha para o mercado atual e posiciona a sua marca?

Interessante essa pergunta. Por mais feminino que pareça esse mundo, o mercado pet ainda é dominado por homens e empresários bem tradicionais, o que se torna um dos motivos desse mercado não mudar muito. É um mercado bem fechado e difícil de entrar, mas eu tenho coragem, vontade e persistência.
O mundo mudou bastante. Hoje em dia as pessoas têm muito mais pets, existe todo tipo de perfil, desde quem gosta da mantinha rosa até quem prefere uma cama preta minimalista da MY BOO.
Somos sem gênero e sem rótulos, todo mundo pode usar nossa marca. Acredito que muita coisa vai mudar agora, como a forma de comprar e de viver. Cada dia mais estamos trabalhando para melhorar nossas redes e e-commerce. Tentamos ao máximo apoiar o mercado local e feito no Brasil. Nós vamos apoiar ONGs e tentar fazer produtos inovadores, bonitos e garantir praticidade para a vida das pessoas.

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